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01/08/2016

Nutrição e Dor

Entretanto, em algumas situações de desequilíbrio orgânico a inflamação se torna crônica, isto é, se torna uma condição persistente, o que resulta em constantes dores (muitas vezes fortes), inchaços, rigidez das articulações ou até dificuldade de se locomover. 
Por causa da constante presença de dor, inchaços e outros sintomas, muitas pessoas ficam descrentes sobre uma possível melhora, e acabam sem saber que a inflamação crônica pode ser reversível quando identificada e tratada corretamente.

A alimentação tem grande relação com o surgimento e agravamento de doenças e problemas de saúde em geral. No caso das dores, sejam elas agudas ou crônicas, uma nutrição adequada pode ser fundamental para o sucesso do tratamento. A alimentação saudável é uma forma de prevenção e forte aliada no tratamento de quem sofre com a dor, trazendo um maior alívio e rapidez nos resultados.

Como os nutrientes podem ajudar na prevenção e combate às dores:
Magnésio: A carência deste nutriente pode ser responsável pelo surgimento de dores tensionais, osteoporose, TPM e até irregularidades no sono, problemas que acarretam episódios de dores crônicas. Quando consumido de maneira adequada, esse mineral tem efeito muscular relaxante. 
Ômega 3: Este ácido graxo é um poderoso estimulante dos processos inflamatórios e, por isso, é muito utilizado especialmente na prevenção de dores musculares, de cabeça e em alguns tecidos do corpo. 

Vitamina B6 (Piridoxina): A absorção dessa vitamina pelo organismo favorece a respiração celular.

Ácido fólico (Ácido Fólico): Formação de proteínas estruturais e hemoglobina. Sua deficiência é responsável por quadros de anemia, anorexia, dores de cabeça, insônia, e fraqueza.

Vitamina B12 (Cobalamina): A carência pode dar origem a quadros de anemia, alterações neurológicas, fraqueza. 

As vitaminas do complexo B auxiliam na produção de neurotransmissores como a serotonina que está envolvida com a sensação de bem estar. 
Zinco: A restrição desse elemento na alimentação está comumente associada a dores nas costas e nas pernas.

Fibras: Ajudam no bom funcionamento do intestino e na adequada absorção dos nutrientes pelo organismo, fundamental no tratamento da dor.
O paciente tem que estar com uma alimentação saudável para não estimular mais a inflamação, é importante que ele consuma mais alimentos antiinflamatórios e menos alimentos que chamamos de inflamatórios, que estimulam ainda mais a inflamação e que podem piorar a dor. E o que acontece nos dias de hoje é o consumo excessivo de alimentos que estimulam a inflamação, que são alimentos industrializados, frituras, refrigerantes, ricos em açúcar, cereais refinados.

Ter um intestino saudável também é fundamental no tratamento da dor já que quando isso não ocorre não absorvemos os nutrientes adequadamente e assim podemos aumentar as carências nutricionais de vitaminas e minerais e aumentar o processo inflamatório.

Comer corretamente pode ser um remédio para quem sofre de doenças crônicas. Utilizar alimentos adequados alivia as dores, já que certos nutrientes são responsáveis pela síntese dos neurotransmissores (mensageiros cerebrais) associados à sensibilidade, dor e sensação de bem-estar.

As modificações na dieta devem ser feitas gradativamente, com o objetivo de incorporar as alterações propostas, sempre visando a qualidade de vida do paciente. Esses novos hábitos alimentares ajudam a reduzir a indisposição, melhoram a hidratação e a qualidade intestinal, evitando problemas digestivos e aumento do peso, por vezes favorecido pelo uso dos medicamentos.

Os efeitos desses nutrientes não são imediatos, a alimentação equilibrada é apenas uma parte de todo o tratamento.


REFERÊNCIAS

BORREGO, Carolina de Campos Horvat et al. Causas da má nutrição, sarcopenia e fragilidade em idosos. Rev. Assoc. Bras. Nutr.: Vol.4, N.5, jan-jun 2012.
BRIOSCHI, Elisangela F. C. et al. Nutrição funcional no paciente com dor crônica. Rev Dor, 2009; 10: 3: 276-285.
CORTES, Matheus Lopes et al . Uso de terapêutica com ácidos graxos ômega-3 em pacientes com dor crônica e sintomas ansiosos e depressivos. Rev. dor, São Paulo , v. 14, n. 1, Mar. 2013 . Disponível em: http://www.scielo.br. Acesso em: 26 Aug. 2014.
MIRANDA, Renata da Costa de. Relação entre o consumo alimentar, estado antioxidante e dor em mulheres com fibromialgia. Pós – Graduação em Segurança Alimentar e Nutricional, da Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, 2013.

Texto: Carla Pires - CRN8 1644 - Nutricionista