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01/03/2016

Alzheimer pode ser o ultimo estágio do Diabetes Tipo 2.

Alzheimer pode ser o ultimo estágio do Diabetes Tipo 2.

 Uma nova pesquisa da Universidade de Albany sugere o mecanismo pelo qual as formas de associação implicam na doença de Alzheimer como sendo um produto da fase final do diabetes, devido à forma como o aumento da produção de insulina pára a destruição das placas de amilóide (que são proteínas que se formam no cérebro e que bloqueiam e destroem os neurônios).

A equipe de investigação apresentou as suas conclusões – que ainda estão em fase preliminar – no Encontro anual da Sociedade de Neurociência em San Diego. Através desta investigação, a equipe descobriu que, por causa do diabetes tipo 2 – a forma mais comum da doença – faz com que o corpo das pessoas produza mais insulina, como resultado de uma glicemia alta, e o excesso de insulina vai parar dentro do cérebro. Uma vez lá, ela interrompe uma enzima chave que normalmente destroem as placas de amilóide, um acúmulo de que os cientistas suspeitavam levar a doença de Alzheimer. Sem esta enzima que “apaga”, as placas se acumulam e segue o declínio da cognição.

Esta descoberta pode explicar por que as pessoas que desenvolvem o diabetes do Tipo 2, muitas vezes mostram quedas acentuadas na função cognitiva, com uma estimativa de 70 por cento desenvolver Alzheimer.

McNay acrescenta que a dieta desempenha um papel muito maior em determinar o risco de uma pessoa desenvolver a doença de Alzheimer do que se pensava. O Tipo 2 pode ser controlado, através do aumento da atividade física e da modificação da dieta alimentar. Sem uma dieta adequada, os baixos níveis de insulina não são capazes de estimular o cérebro a processar a glicose suficientemente, reduzindo, assim, a comunicação entre os neurônios e, resultando desta forma, na diminuição cognitiva.

McNay e seus colegas chegaram a esta conclusão quando eles alimentaram ratos de laboratório com uma dieta rica em gordura, a fim de induzir o diabetes do tipo 2. Uma vez que os ratinhos chegaram a um estado diabético, os pesquisadores conduziram a testes de memória nestes ratos (como, por exemplo, fazê-los andar por um labirinto e achar a saída o mais rápido possível). Eles descobriram que, com o diabetes, os ratos pioraram a capacidade de realizar seus testes cognitivos. Quando a equipe examinou os cérebros dos ratos, eles encontraram um maior acúmulo de placas amilóides. Estas placas são proteínas deformadas que perturbam a função neurológica. Os ratos diabéticos acumularam as placas de amilóide como resultado de uma queda acentuada de enzimas que bloqueiam a sua formação no cérebro. “Altos níveis de insulina, inundam o cérebro e assim para de quebrar estas placas de proteína, formando aglomerados tóxicos, sendo um veneno para o cérebro” Disse o pesquisador.