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08/01/2016

A obesidade ligada a nossa habilidade de digerir carboidratos

“Eu estou fora dos carboidratos” é um refrão familiar entre as pessoas que fazem dieta. Mas poderia esta abordagem, para a perda de peso, ser mais benéfica para algumas pessoas do que outras? Essa é a implicação de uma pesquisa que sugere que a obesidade pode estar ligada à forma como os nossos corpos digerem o amido encontrado em alimentos ricos em carboidratos como pão, arroz e batatas.

Quando comemos, uma enzima na saliva chamada amilase salivar rapidamente inicia a digestão quebrando o amido encontrado nos carboidratos em açúcares. Esta enzima é produzida pelo gene AMY1.

É um gene incomum, em que as pessoas podem ter várias cópias deste gene, ao contrário da maioria dos genes, onde existem apenas dois. Quanto mais cópias você tem, mais você produz enzima. Uma teoria é que os seres humanos evoluíram para transportar mais cópias do gene conforme nossas dietas foram se desloncado para alimentos mais ricos em carboidratos.

Mario Falchi, do Imperial College London e seus colegas compararam as sequências do genoma de um grupo de irmãos, onde um estava acima do peso, o outro magro, e elaborou uma lista de genes que podem ajudar a explicar a diferença.  O gene AMY1 estava no topo da lista.

Em seguida, eles estudaram um grupo separado de 5000 pessoas da França e do Reino Unido e descobriram que as pessoas com menos de quatro cópias do gene eram cerca de oito vezes mais chances de serem obesas do que aquelas com mais de nove cópias do gene.

Isto sugere que as pessoas que são boas em quebrar o amido em açúcares são menos propensos a ser obesos. No entanto, o porquê isso deve ser o caso não está bem claro neste estudo, uma vez que não leva em conta a amilase produzida pelo pâncreas, diz Falchi.

“É possível que o efeito dos genes da amilase salivar não está influenciando diretamente a digestão de carboidratos e quanta energia nós utilizamos a partir deles”, diz o pesquisador. “Pode ser através de mecanismos mais complexos, tais como influenciar vias de sinalização, ou alterar o microbiota intestinal.”

Estudos estão sendo conduzidos na tentativa de separar os mecanismos.

 Fonte: Nature Genetics