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28/01/2016

Memória e Informação - Ciclos de Uma Vida

Josie Kromer fala sobre Memória e Informação.

A hereditariedade não está apenas na cor de nossos olhos e no formato do corpo. Nossas células carregam bem mais coisas que sequer conseguimos supor. Experiências positivas e não positivas vividas por nossos antepassados estão entre a bagagem que levamos. Esse é um dos pontos abordados pela francesa Josie Kromer no curso Memória e Informação: ciclos de uma vida. "O mais importante em todos os seres vivos - sejam animais ou humanos - é a informação e como ela vai ser administrada. Cada espécie é portadora de uma informação. É o que os antigos médicos chamavam de pré-disposição, que é o conjunto de informações trazido pela história pregressa de cada um", explica.

Quando Josie fala de informação, ela quer dizer da importância de entender o porquê de alguns comportamentos, saber de onde de fato viemos. A pergunta que parecia não ter resposta é a chave para quem busca a harmonia. "Cada profissional, quando está com um paciente, deve procurar entender o conjunto que é o paciente para lidar com as especificidades dele. Para se ter uma ideia, foi feita uma pesquisa na Suécia com pessoas que tinham passado pela fome generalizada. Mais tarde se detectou que as gerações descendentes carregavam essa informação", completa. A pesquisa foi feita pelo professor inglês Marcus Pembrey.

Josie vai além na orientação. Para ela, o mais importante quando se está tratando alguém é falar imediatamente daquela pessoa. "O compartilhamento de informações é importante, e cada vez mais os físicos da física quântica falam da transmissão da informação", destaca. Ela desenvolveu ferramentas para se chegar a essas informações. Dentre elas estão a grade de lealdade das famílias (baseada na posição de concepção dentro de uma família e da pegada genômica da qual fala o pesquisador Bruce Lipton), a epigenética e a importância do meio ambiente sobre o genoma. "É importante também saber do gênero (feminino e masculino) e a lateralidade (destro ou canhoto). Isso tem relevância no comportamento da pessoa e na reação ao ambiente, se ela é agressiva ou conciliadora, isso em função da lateralidade", acrescenta Josie. A grade leva ainda em consideração e existência da concepção gemelar e a redução embrionária (como abortos). 

Somado a tudo isso, a terapeuta francesa alia a astrologia. "A pegada genômica corresponde à energia do mês de nascimento de uma pessoa. A natureza é coerente, isso não é adivinhação, é estrutural", esclarece.

Todo esse conhecimento gera uma ferramenta de trabalho importante para quem lida com a saúde das pessoas. "Saber é igual a poder. Como diz o oráculo de Delphi, 'Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o mundo'. Isso corresponde à Lei do Fractal, a unidade é igual ao conjunto", afirma.
Para Josie, as pessoas estão cada vez mais doentes porque estamos sufocando o autoconhecimento. "O que cura é a informação coerente, é o que faz sentido para a pessoa. Eu sei de onde vim, como funciona, compreendo o outro e com tudo isso eu posso mudar a maneira como eu vivo", resume.

Nesse contexto, a busca pelo equilíbrio passa pela correção de informações. "Temos a música, o instrumento e quem toca. O que é importante é compreender o funcionamento biológico para que aquele que tem o instrumento seja o melhor músico possível. Saúde é sinônimo de harmonia. Nunca podemos esquecer que a natureza é generosa e que nós temos tendência a nos esquecer da força que ela tem. 

O inverno na Europa é rigoroso, as folhas caem, e depois tudo brota novamente na primavera. Me extasio diante disso e no que os seres humanos são capazes de aguentar. A natureza nos deu isso, cabe a nós administrar", ensina Josie.